1999, o meu ano do cinema.

1999 é um ano marcante na minha vida.
Foi o ano em que completei 18 aninhos.
Foi o ano do meu primeiro grande amor.
Foi o ano em que fui morar em São Paulo para estudar Cinema e aprender a ver o mundo sobre uma nova perspectiva.
E claro, os filmes desse ano cooperaram para minha formação. Foram muitos filmes importantes para a história do cinema e para minha.

Quer ver?

Clube da Luta.

Covardia começar com ele, que deve ser o melhor filme da década de 90. Me pegou em cheio. Não canso de ver. Não canso de citá-lo. Perdeu um pouco do potencial anárquico que despertou em mim na primeira projeção, mas ainda assim me encanta.

Quero Ser John Malkovich

Malkovich, Malkovich Malkovich Malkovich, Malkovich.
Malkovich Malkovich Malkovich Malkovich Malkovich Malkovich Malkovich.
Malkovich Malkovich!
Malkovich

E descubro que o cinema pode fazer sentido sem fazer questão.

A Bruxa de Blair

Sei que pouca gente gosta desse filme e nem eu sei se gosto. mas devo admitir que o filme funciona. Quase me borrei no cinema e posteriormente o filme foi importante para meus estudos de falso-documentário.

Matrix

Foi o último filme de aventura que assisti vibrando no cinema como criança (pois já era quase um adultinho). Tinha tudo lá. O encantanmento com um mundo novo, efeitos especiais de encher os olhos e cenas de ação de tirar o fôlego. Em vários momentos me vi quase de pé durante a projeção para acompanhar Neo saindo na mão contra os agentes. Esqueça a pretensão filosófica e as sequências frustrantes. Matrix é indiscutível.

Magnolia

Meu primeiro “Paul Thomas Anderson”. E como todos os outros tive o mesmo efeito. Após a projeção uma sensação de “wow…” seguido de perplexidade e só horas depois consigo voltar a realidade e entender mesmo o que vi. Ou não. Mas impregna na alma.

Beleza Americana

Filme que retrata a dura realidade onírica na decadência do American Dream, que não é tão diferente do Brazilian Dream. Tinha achado a narração de um morto algo genial no cinema. Claro que não tinha visto ainda “Crepúsculo dos Deues”, e o filme perdeu muito o encanto de lá pra cá. Mas para um rapazote como eu o filme pareceu profundamente esclarecedor e poético.

A História Real

O filme mais estranho do David Lynch. Exatamente por não ser estranho. Meu road movie favorito de todos os tempos. Lindíssimo. E que final, amigos. Que final…

O Sexto Sentido

A volta do ídolo Bruce Willis ao estrelato. Surgimento de um grande diretor de suspense (não roteirista). Filme simples e que funciona horrores. Achei que com o tempo seu brilho iria se apagar. Até que não.

O Informante

Descobri o melhor diretor-clássico americano contemporâneo, perdendo só pro Clit Eastwood hoje em dia. Que trabalho de atores! Que montagem envolvente! Que quebras de eixo! Que fotografia! Que filme elegante!

Buena Vista Social Clube

O documentário que me fez gostar de documentários.

De Olhos Bem Fechados

Último filme do maior diretor de todos (a única unanimidade entre meus colegas cinéfilos de faculdade), Stanley Kubrick. Estourou minha cabeça. Talhou em minha mente uma nova imagem sobre as mulheres. Filme poderoso. E isso que o barbudo nem teve tempo de finalizar e deixar como ele queria.

Ghost Dog

1999 também foi o ano que descobri os filmes de Jim Jarmush começando com “Uma Noite Sobre A Terra”. Daqueles filmes que a gente gostaria de ter feito. Já Ghost Dog é absurdo de criativo, livre e solto. Viva o cinema independente americano!

O Mundo de Andy

Conheci através do fazedor-mór de cinebriografias, Milos Forman e do inspirado Jim Carrey um dos meus heróis: Andy Kaufman, o maior fanfarrão que já existiu. Quem assistiu o filme NO CINEMA, principalmente a cena inicial, que capta brilhantemente o espírito de Kaufman, sabe do que estou falando. Sério. Tem ectoplasma emanando da película. Simplesmente mágico.

Os Picaretas

Junção de dois reis da comédia dos anos 80 (Steve Martin e Eddie Murphy) nunca filmaço sobre fazer filmes. De forma tosca, claro. Pra um sonhador futuro cineasta foi uma experiência divertidissima. Até hoje está entre meus filmes metalinguísticos favoritos e padrão da minha produção cinematográfica.

Poucas e Boas

Porque toda lista de melhores filmes do ano tem que ter um Woody Allen.
E porque o primeiro mockumentary a gente nunca esquece.

Um Domingo Qualquer

É simplesmente o melhor filme de esporte que já vi. E plantou em mim a vontade de fazer algo parecido sobre o futebol brasileiro. Tecnicamente exuberante. Inspirador.

Vivendo no Limite

Filmaço subestimado do Scorsese. Muita gente torceu o nariz por não ter nenhum mafioso e por explorar levemente o sobrenatural. Eu curti muito. Até porque minha ideia sobre Scorsese ainda tava em formação, só tendo assistido até então “Os Bons Companheiros”, “Taxi Driver” e “Cabo do Medo”. Só… Rá!

e enfim…

South Park – Maior, Melhor e Sem Cortes!

AH… minha animação favorita! Eu lembro que fui ver no cinema duas vezes seguidas, já que na primeira eu chorei tanto de rir, mas tanto, que minha vista lacrimada perdia as piadas seguintes. E não é só engraçado. É anárquico, autoreflexivo, libelo contra a censura, aula de representação visual, melhor musical que já vi, retrato da educação, religião e política absurdas e hipócritas no mundo moderno.

Ufa!

Que ano, hein?

2004 chegou perto, mas isso é assunto pra outro post.

  1. Ahh que legal Brian! 99 merece esse destaque mesmo, alguns dos meus favoritos da vida toda estão nessa lista também. E Matrix, acho que marcou essa geração, né? Assim como Clube da Luta.
    Engraçado que esses dias falando sobre Matrix com o pessoal do meu trabalho (em média 10 anos mais novos que eu), cheguei a conclusão de que a trilogia Matrix é para eles o que foi a trilogia dos anos 70 de Star Wars para mim. Ou seja, velho. hahaha
    Muito boa a retrospectiva!

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