30 Anos de Indiana Jones, ou Os Filmes Da Minha Infância

Esses dias comecei a participar de um meme sobre cinema, onde deveria, por 30 dias, citar um filme em alguma categoria específica. No terceiro dia de brincadeira me deparei com o seguinte desafio: Qual o meu filme favorito na infância? Achei que seria fácil.

Comecei querendo postar Os Goonies, mas percebi que este foi me cativando aos poucos, numa crescente até hoje e me fascinando mais ainda depois de adulto. Hoje gosto dele muito mais que a 20 anos atrás, por exemplo.

Então refleti sobre De Volta Para o Futuro, mas o efeito foi o mesmo. Vi 2 deles no cinema e não esqueço que no final do segundo já tinha o trailer do terceiro. Eu alucinei esperando a estreia. Mas só fui dar valor a série depois de adolescente (quando entendi enfim toda a confusão das viagens temporais).

Pensei sobre Curtndo a Vida Adoidado, que foi bem impactante também. Mas suspeito que eu gostava basicamente do terceiro ato do filme, o resto nem lembrava, até reassistir nas sessões da tarde da vida. Ainda hoje me interessa mais o final mesmo.

Quando lembrei de Exterminador do Futuro 2 tremi. Lembro de ter assistido no cinema em sua estreia e como eu absorvi cada frame de projeção maravilhado com os efeitos especiais, as cenas de ação, o carisma contagiante do Schwarza e ainda conseguiu passar uma mensagem arrepiante no final (O futuro desconhecido está no nosso caminho. Eu encaro ele, pela primeira vez, com alguma esperança. Porque se uma máquina, um Exterminador, pode aprender o valor de uma vida humana, talvez nós também possamos). Até hoje eu assisto umas 3 vezes por ano e não consigo gostar menos.

Decidi que seria esse. Com certeza seria esse. Ao procurar mídia para postar algo sobre ele me deparei com uma reportagem que fez mudar tudo: “Indiana Jones comemora 30 anos de seu lançamento”. Então, como em uma clássica reviravolta, o turning point final dessa empreitada, meu coração disparou como quando lembramos da sensação gostosa de ter estado apaixonado por tanto tempo e nunca ter sofrido por isso. Pelo contrário. O primeiro filme da série, Indiana Jones – Os Caçadores da Arca Perdida foi lançado no ano em que nasci. Claro que não o vi no cinema. Nem o segundo, de 1984, Indiana Jones e O Templo da Perdição. Mas para compensar eu aluguei esses dois filmes em VHS (legendados) tantas vezes quando criança que praticamente me ajudaram a aprender inglês e a ler. Quando lançou o terceiro, Indiana Jones e A Última Cruzada nos cinemas do Brasil, em 1989, foi uma loucura para mim. Lembro da minha empolgação pra assistir. Os dias não passavam. Eu não dormia direito. Tinha 8 anos de idade e um objetivo bem específico na vida: Assistir Indiana Jones no cinema. Lembro de ter chorado ao final da sequência inical, do jovem Indy no trem e nas cenas de reconciliação dele com o pai. Assisti de pé a sequência inteira onde o Indy perseguia canhões nazistas com seu cavalo e causa o terror para resgatar seu pai. A imagem final onde os heróis cavalgam contra o por do sol com a trilha sonora icônica enquanto subem os créditos parecem durar até hoje na minha retina. Eu queria ser arqueólogo por causa dele. Quando cresci um pouco e vi que arqueologia não é que nem nos filmes, então eu quis fazer filmes que mostrassem as coisas da forma mais emocionante possível. E até hoje quero (Steven Spielberg e George Lucas me levaram para o lado claro dos sonhos).

Esse sentimento de que um filme faz tanto parte da minha existência só pode ser chamado de amor. Claro que amei e amo outros filmes também. Mas só Indiana Jones durou por todas as fases da minha vida, desde que nasci, passando pela minha fantasia infantil, fome de aventura juvenil e razão da vida adulta, mas sempre sentindo um amor incondicional que alimenta minha alma e, ligando todas as fases da minha vida, faz sentir-me sempre jovem.

Tudo bem que tentaram estuprar a magia de Indy com um quarto e constrangedor filme. E tentam fazer um quinto pra sugar mais uns trocados e tentar rehonrar a franquia. Mas nada disso apaga o que se enraizou em mim.

Obrigado Steven, George e Harrison.

    • Hebert Kozu
    • 16 junho, 2011

    O meu foi o episódio VI, ou como era chamada no época, O Retorno de Jedi. Sim, eu gostava dos ewoks. Até assisti Caravana da Coragem por causa disso. Mas Indiana Jones também tá lá quase empatado. George Lucas na era de ouro!

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