ATAQUE AO PRÉDIO!

Já fazia um tempão que não atualizava aqui e resolvi voltar quando visse algum filme especial. Nesse período assisti alguns filmes ruins, muitos bons, poucos excelentes e só um especial (daqueles que vou levar pra vida toda).

Este filme é Ataque ao Prédio (Attack the Block)

Já havia falado do lançamento dele num post anterior. Confira

Nele eu o comparava ele com o clássico Goonies. Posso dizer que o filme fez jus a honraria, mas ele é bem mais diferente e ousado que eu imaginava.

O filme arrisca em assumir uma censura alta. Palavrões, gírias e cultura pop permeiam o filme todo, que é banhado de sangue, violência e consumo de drogas, dificultando vendê-lo para algum público alvo, ainda mais nessa onda de caretice conservadora que os filmes e a própria sociedade têm se enfiado ultimamente.
Por isso toda vez que aparece um Ataque ao Prédio, eu me sinto na obrigação de elogiar e divulgar.

O começo dele ousa na apresentação dos personagens. Uma mulher inocente andando num subúrbio de Londres pela noite enquanto conversa ao celular carinhosamente com sua mãe é abordada agressivamente por uma gangue de rua. Estão todos de capuz, máscara e bicicleta. Ela fica nervosa e percebe o nervosismo juvenil deles. Após derrubarem ela e conseguir sua bolsa, do nada cai um meteoro sob um carro estacionado. Assustada, a mulher consegue fugir e os garotos vão checar o ocorrido (e roubar o interior do veículo). Quando de repente sai uma criatura-branca-peluda-sem-olhos-cheia-de-dentes-alienígena, ataca um deles e foge. O moleque atacado, Moses, cheio de panca, persegue o bicho e o mata. Depois disso vários outros meteoros caem na região, mas dessa vez com alienígenas maiores e mais ameaçadores que insistem em perseguir e trucidar tudo o que tiver no caminho até Moses e sua gangue.
Adiante há confronto com traficantes, policiais, moradores do prédio sitiado, com muita ação e criatividade, mas sem deixar de desenvolver os personagens. Aliás é nesse quesito que Ataque ao Prédio se destaca. Seus heróis são mostrados de forma ousada, não como anti-heróis carismáticos, mas como bandidos. Sem carisma e dando raiva. Pois é assim que vemos as gangues mesmo, não é? Eu achava que o filme tinha começado mal e seria difícil contornar a ousadia inicial. E o diretor estreante Joe Cornish conseguiu de forma brilhante. Os personagens são realmente humanizados e desenvolvidos no meio da ação frenética e, quando você menos espera, está perdoando, torcendo e se divertindo horrores com a aventura deles. Não são apenas garotos vítimas da sociedade e blablabla. Eles devem pagar caro pelas suas ações, mas em compensação essa luta traz amadurecimento, afinal ninguém enfrenta intencionalmente alienígenas monstruosos com tacos de beisebol e rojões sem criar alguma casca.
Então o roteiro no final das contas é uma fantasia, ficção científica, ação, suspense e comédia sobre o rito de passagem de jovens marginais para a vida adulta num subúrbio de Londres, que amadurecem enquanto enfrentam desafios de outro mundo, que no final das contas são desafios menos ameaçadores que os do seu próprio mundo. Vide uma cena fantástica e forte onde Moses, o líder do bando, teoriza sobre a invasão, dizendo que os monstros são criações dos brancos para matarem os negros mais rápido, pois as armas e as drogas estão demorando mais que o esperado. Sensacional!
É interessante também como se dá a influência (e ausência) dos ídolos para os jovens do filme e na vida real (um paralelo interessante até com a realidade brasileira). Com núcleos familiares desfeitos, vivem nas ruas e tendem a admirar outros jovens, da mesma realidade, que “deram certo”, como os traficantes do filme. Em Ataque ao Prédio, tem dois garotos de 9, 10 anos que vivem querendo entrar no bando. Eles passam pela provação deles também e no final enfrentam sua própria passagem. Mal sabem eles que é isso é apenas o começo e a vida vai continuar a lançar desafios cada vez mais monstruosos. Por isso, meu amigo, ache sua gangue e cuide bem das pessoas ao seu redor. Afinal, não há nobreza maior que isso. Tanto para um bando de maloqueiros quanto para todos nós.

Sim, assim como Goonies e a geração anos 80, essa geração também está bem representada com Ataque ao Prédio.

Ufa.

    • Elieltoñ
    • 20 janeiro, 2012

    Eu queria o número do a tores do a taques ao prédio eu gotes muito do fime eu também goteis do pesonaje eu quero muito a síti de novo o fime a taques ao prédio

    • Elieltoñ
    • 20 janeiro, 2012

    Eu queria o número do a tores do fime a taques ao prédio

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