Archive for the ‘ Não vejo a hora ’ Category

Efemérides.

Odeio efemérides, por isso estou voltando sem motivo aparente.

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Juan Of The Dead

O mais novo clássico instantâneo do cinema independente vem de Cuba. Juan of the Dead!

O longa é escrito e dirigido por Alejandro Bruguès e conta com Alexis Diaz de Villegas no papel principal. A trama é sobre uma invasão de zumbis em Havana. Decidido a livrar a ilha dos mortos-vivos em troca de dinheiro, Juan começa a combatê-los, enquanto as autoridades locais insistem que se trata apenas de dissidentes, incentivados pelo governo americano, que querem derrubar o governo.

“É um filme de zumbis, mas trata-se de cubanos e como reagimos diante de uma crise, porque nós tivemos um monte delas nos últimos 50 anos. […] É uma comédia social que tem um pouco de tudo. Tem terror, ação e também boas risadas diante dos problemas” explica o diretor.

Confira o belíssimo trailer do filme.

It had me at:

Juan de los muertos, matamos a sus seres queridos. En qué puedo servirle?

Pré-Estreia de “Sábado Que Vem”

50/50

Eu sou um cinéfilo de mente relativamente sem preconceitos para ver filmes, tirando alguns onde participam alguns atores que considero insuportáveis. Por exemplo: Orlando Bloom, Luke Wilson, Pauly Shore, Martin Lawrence e recentemente Joseph Gordon-Levitt (talvez por ter desonrado a Zooey Deschanel). Gostava dele naquela finada série de comédia alienígena 30 Rock From The Sun. Depois caiu no ostracismo e fez uns filmes bons outros ruins, mas sempre com a mesma irritante cara de coitado. Mas depois de ser anunciado como coadjuvante no novo Batman, talvez eu dê o braço a torcer e uma chance ao rapazote, principalmente depois de ver esse trailer.

50/50 tem um título bacana, um elenco de apoio muito interessante (Angelica Houston, Bryce Dallas Howard, Anna Kendrick e Seth Rogen como melhor amigo) e desenvolve um gênero de cinema que mistura dramas pesados com humor escapista (muito mais para os personagens que para o espexctador).

Aqui Joseph interpreta um rapaz de 25 anos descobre que tem câncer (mesmo não fumando, não bebendo e reciclando) e tenta lidar com isso com toda sua imaturidade enquanto se envolve com sua psiquiatra, também perdida no caos. O 50/50 Me remeteu a outro belo filme que foi muito subestimado, o Funny People, com o Adam Sandler e também o Seth Rogen fazendo o mesmo papel de amigão bobo lidando com a situação com ingenuidade e humor. Espero que 50/50 seja pelo menos tão bom quanto.

Boa sorte, Joseph. Estarei te aguardando.

Attack the Block!

Beirando os 30 anos de idade, é normal que eu me sinta nostálgico por uma época que não volta mais. Tenho saudades da sensação gostosa que alguns filmes juvenis oitentistas me traziam (e ainda trazem). Principalmente com o maior de todos, Os Goonies. Síntese perfeita de aventura juvenil, comédia, drama familiar, valores de amizade verdadeira, descoberta do amor, tudo disfarçado de rito de passagem para vida adulta.

Não tenho esperança que a obra-prima do gênero tenha uma sequência, prequel, spin off ou remake. E se tiver duvido que seja tão especial como o clássico.

Preocupa que ultimamente filmes juvenis estão perdendo espaço para filmes idiotizantes ou mega produções baseadas em livros mastigados.

Eis que chega, mais de 25 anos depois, um potencial sucessor desse legado:

ATTACK THE BLOCK

Ficção-científica sobre ameaçadores alieníginas que aportam num bairro ao sul de Londres, onde enfrentam resistência dos destemidos moradores locais: um grupo de adolescentes semi-marginais, que com inocência e coragem (proveniente da ignorância), partem para a briga com recursos escassos e criatividade juvenil. Ah sim, tem Nick Frost também. Um dos homens mais engraçados do mundo (confira aqui).

A minha glândula que responde emocionadamente a estímulos provenientes de filmes empolgantes vibrou com esperança ao ver o divertido trailer.

Que as próximas gerações sejam bem represantadas.

Amém.

Bansky e o Oscar

Traduzido livremente do site EW

As corporações gostam de controlar as coisas (está em sua natureza) e a Academia de Ciências e Artes Cinematográficas tem um jeito de pensar e agir exatamente como uma corporação: como uma força política organizacional da pompa e gosto de Hollywood. Mesmo assim ainda foi um pouco surpreendente quando a Academia mostrou suas garras para Bansky. Ele é o super secreto e misterioso mago fora da lei da arte das ruas. Ele é o infame grafiteiro britânico (e agora cineasta) que utiliza imagens pop como se fossem bombas cartunescas.

Grande parte do charme de Bansky é que ninguém sabe quem ele é. Um palhaço de guerrilheiro, um superstar underground que vive e trabalha nas sombras. Quando ele finalmente aparece em Exit Through the Gift Shop, o emocionante  documentário que ele dirigiu ano passado, é mostrado somente sua silhueta, como um assassino encapuzado em um programa policial de “Mais Procurados”.

Deve ser pelo menos o homem mais procurado no show business.

Mas a Academia não quer bem ele. Exit Through de Gift Shop é um dos cinco concorrentes na categoria Melhor Documentário e umas semanas atrás representantes de Bansky fizeram um simples pedido para a Academia. Eles disseram que se o filme ganhasse, Bansky gostaria de receber o prêmio sem revelar sua identidade. Isso pode significar que ele pode vestir um disfarce como uma máscara de macaco que dizem que ele usa em público. Ou, é claro, ele pode fazer alguma coisa ainda mais estranha.

O Oscar recusou seu pedido. Um diretor executivo da Academia, Bruce Davis, falou: “O cenário divertido, porém perturbador, é que se o filme vence e sobre 5 caras com máscaras de macacos no palco, todos dizendo: “Eu sou Bansky”, para quem diabos nós damos o prêmio?”

Quem diabos mesmo? O que os deuses da estatueta dourada fariam? Como a noite de premiação vai poder continuar!?! A palavra que Bruce Davis usou como desculpa é perturbador. Sim, é verdade que se Bansky ganhar pelo Exit Through the Gift Shop e cinco caras com máscaras de macaco subirem no palco para receber o prêmio será um momento esquisito e confuso que provavelmente todo mundo comentaria entusiasmado nos dias seguintes. Mas perturbador?? Eu suspeito que o que realmente perturba a Academia é o medo de Bansky ganhar o Oscar e de repente fazer do palco da cerimônia uma tela performática-eletrônica e poder fazer algo muito mais provocativo e ousado que aparecer no palco com máscara de macaco. Em um dos momentos mais divertidamente subversivos do Exit Through the Gift Shop, ele visita a Disneylandia e escala cercas para pendurar manequins com uniformes laranjas dos prisioneiros de Guantanamo com um capuzes pretos de carrascos em vários pontos estratégicos. As reações dos espectadores encarando aqueles corpos desfigurados enquanto o trem continua passeando pelo reino da fantasia, é impagável. É vintage Bansky: Um ultraje com mensagem, algo que você quase não consegue segurar a risada (ele trata seu didatismo como um brinquedo).

Sim, é o tipo de coisa que transforma patrocínios de TV ao vivo em geléia. Os produtores da transmissão dos prêmios da Academia provavelmente acham que se um potencial vencedor do Oscar é, por natureza, tão espontâneo e imprevisível que ninguém nem faz idéia quem ele seja, isso significa apenas uma coisa: Ele e incontrolável. E falta de controle significa… O que? Talvez outro momento como o mamilo de fora de Janet Jackson no Super Bowl (será que estão com medo que Bansky mostre o seu mamilo??). Ele não vão arriscar e Bansky, mesmo se vença, não vai aceitar seu prêmio. O acordo atual é que Jamie D´Cruz, o produtor do filme, aceite o prêmio por ele.

Você deve estar achando, e eu também, que a Academia está sendo muito grosseira e sem espírito esportivo com Bansky. Afinal de contas, caso Exit Through th Gift Shop realmente vença (eu acho que quem vai ganhar é o que menos merece, mas politicamente correto, Inside Job), ele simplesmente vai querer preservar o seu anonimato que é fundamental para sua mística como artista, ou botando em termos Hollywoodianos, sua marca. Ainda assim o que mais me aflige nessa decisão é como ignorante e injusta a Academia está sendo… consigo mesma. Os executivos da organização acham que estão fazendo controle preventivo, mas o que eles realmente estão fazendo é explodir uma rara oportunidade. Porque uma pequena dose de Bansky é exatamente o que Hollywood e a Academia precisam. É exatamente o que o médico receitou para curar uma cerimônia moribunda.

Bansky, de fato, tem se aquecido para a noite do Oscar. Rumores dizem que ele está atualmente em Los Angeles, e tem deixado sua marca em vários outdoors, incluindo esta do Charlie Brown com um cigarro e gasolina pintada na parede de um prédio incendiado e em ruínas na Sunset Boulevard. Eu não tenho certeza se essa imagem se qualifica como “perturbadora”, mas eu certamente considero showbiz inspirado.

Este é o lance com o Bansky. Ele pode ser um garoto malvado, mas péra lá! Ele só quer brincar, provocar e divertir. Essas campanhas da cerimônia do Oscar que mostra os dois apresentadores, James Franco e Anne Hathaway, brincando e improvisando seus ensaios para a cerimônia, dão um ar de uma “noite respeitável”? Que nada! Ao invés disso promete uma cerimônia mais leve, espontânea e divertida, que ninguém esperava. Mas se os produtores do show e a Academia estivessem realmente compromissados com o espírito da espontaneidade, eles teriam dado a chance de Bansky ser Bansky.

Quem sabe ele ponha fogo na noite.

Rubber, o pneu assassino.

É isso mesmo!

Existe um filme chamado Rubber, sobre um pneu assassino. Sua forma de matar? Poderes telecinéticos. Faz  cabeças explodirem (à la Scanners). No mínimo um trabalho ousado do “visionário” cineasta Quentin Dupieux.

Merece ser visto, com certeza.

Vejam o trailer. A cena do pneu no chuveiro parece antológica.

Is it Black?