Archive for the ‘ Sessão Descarrego ’ Category

Efemérides.

Odeio efemérides, por isso estou voltando sem motivo aparente.

30 Ofensas Entre Diretores

O Flavorwire fez uma divertida compilação das 30 maiores ofensas proferidas por diretores de cinema para outros diretores de cinema. Não traduzi pra não deturpar as delicadezas:

1. Francois Truffaut on Michelangelo Antonioni:
“Antonioni is the only important director I have nothing good to say about. He bores me; he’s so solemn and humorless.”

2. Ingmar Bergman on Michelangelo Antonioni:
“Fellini, Kurosawa, and Bunuel move in the same field as Tarkovsky. Antonioni was on his way, but expired, suffocated by his own tediousness.”

3. Ingmar Berman on Orson Welles:
“For me he’s just a hoax. It’s empty. It’s not interesting. It’s dead. Citizen Kane, which I have a copy of — is all the critics’ darling, always at the top of every poll taken, but I think it’s a total bore. Above all, the performances are worthless. The amount of respect that movie’s got is absolutely unbelievable.”

4. Ingmar Bergman on Jean-Luc Godard:
“I’ve never gotten anything out of his movies. They have felt constructed, faux intellectual, and completely dead. Cinematographically uninteresting and infinitely boring. Godard is a fucking bore. He’s made his films for the critics. One of the movies, Masculin, Féminin, was shot here in Sweden. It was mind-numbingly boring.”

5. Orson Welles on Jean-Luc Godard:
“His gifts as a director are enormous. I just can’t take him very seriously as a thinker — and that’s where we seem to differ, because he does. His message is what he cares about these days, and, like most movie messages, it could be written on the head of a pin.”

6. Werner Herzog on Jean-Luc Godard:
“Someone like Jean-Luc Godard is for me intellectual counterfeit money when compared to a good kung-fu film.”

7. Jean-Luc Godard on Quentin Tarantino:
“Tarantino named his production company after one of my films. He’d have done better to give me some money.”

8. Harmony Korine on Quentin Tarantino:
“Quentin Tarantino seems to be too concerned with other films. I mean, about appropriating other movies, like in a blender. I think it’s, like, really funny at the time I’m seeing it, but then, I don’t know, there’s a void there. Some of the references are flat, just pop culture.”

9. Nick Broomfield on Quentin Tarantino:
“It’s like watching a schoolboy’s fantasy of violence and sex, which normally Quentin Tarantino would be wanking alone to in his bedroom while this mother is making his baked beans downstairs. Only this time he’s got Harvey Weinstein behind him and it’s on at a million screens.”

10. Spike Lee on Quentin Tarantino (and the “n-word” in his scripts):
“I’m not against the word, and I use it, but not excessively. And some people speak that way. But, Quentin is infatuated with that word. What does he want to be made — an honorary black man?”

11. Spike Lee on Tyler Perry:
“We got a black president, and we going back to Mantan Moreland and Sleep ‘n’ Eat?”

12. Tyler Perry on Spike Lee
“Spike can go straight to hell! You can print that… Spike needs to shut the hell up!”

13. Clint Eastwood on Spike Lee:
“A guy like him should shut his face.”

14. Jacques Rivette on Stanley Kubrick:
“Kubrick is a machine, a mutant, a Martian. He has no human feeling whatsoever. But it’s great when the machine films other machines, as in 2001.”

15. Jacques Rivette on James Cameron (and Steven Spielberg):
“Cameron isn’t evil, he’s not an asshole like Spielberg. He wants to be the new De Mille. Unfortunately, he can’t direct his way out of a paper bag. “

16. Jean-Luc Godard on Steven Spielberg:
“I don’t know him personally. I don’t think his films are very good.”

17. Alex Cox on Steven Spielberg:
“Spielberg isn’t a filmmaker, he’s a confectioner.”

18. Tim Burton on Kevin Smith (after Smith jokingly accused Burton of stealing the ending of Planet of the Apes from a Smith comic book):
“Anyone who knows me knows I would never read a comic book. And I would especially never read anything created by Kevin Smith.”

19. Kevin Smith on Tim Burton (in response to “I would never read a comic book”):
“Which, to me, explains fucking Batman.”

20. Kevin Smith on Paul Thomas Anderson (specifically, Magnolia):
“I’ll never watch it again, but I will keep it. I’ll keep it right on my desk, as a constant reminder that a bloated sense of self-importance is the most unattractive quality in a person or their work.”

21. David Gordon Green on Kevin Smith:
“He kind of created a Special Olympics for film. They just kind of lowered the standard. I’m sure their parents are proud; it’s just nothing I care to buy a ticket for.”

22. Vincent Gallo on Spike Jonze:
“He’s the biggest fraud out there. If you bring him to a party he’s the least interesting person at the party, he’s the person who doesn’t know anything. He’s the person who doesn’t say anything funny, interesting, intelligent… He’s a pig piece of shit.”

23. Vincent Gallo on Martin Scorsese:
“I wouldn’t work for Martin Scorsese for $10 million. He hasn’t made a good film in 25 years. I would never work with an egomaniac has-been.”

24. Vincent Gallo on Sofia (and Francis Ford) Coppola:
“Sofia Coppola likes any guy who has what she wants. If she wants to be a photographer she’ll fuck a photographer. If she wants to be a filmmaker, she’ll fuck a filmmaker. She’s a parasite just like her fat, pig father was.”

25. Vincent Gallo on Abel Ferrara:
“Abel Ferrara was on so much crack when I did The Funeral, he was never on set. He was in my room trying to pick-pocket me.”

26. Werner Herzog on Abel Ferrara:
“I have no idea who Abel Ferrara is. But let him fight the windmills… I’ve never seen a film by him. I have no idea who he is. Is he Italian? Is he French? Who is he?”

27. David Cronenberg on M. Night Shymalan:
“I HATE that guy! Next question.”

28. Alan Parker on Peter Greenaway (specifically The Draughtsman’s Contact):
“A load of posturing poo-poo.”

29. Ken Russell on Sir Richard Attenborough:
“Sir Richard (‘I’m-going-to-attack-the-Establishment-fifty-years-after-it’s-dead’) Attenborough is guilty of caricature, a sense of righteous self-satisfaction, and repetition which all undermine the impact of the film.”

30. Uwe Boll on Michael Bay:
“I’m not a fucking retard like Michael Bay.”

Ah tá. Se o Vincent Gallo tá numa lista de diretores, eu também mereço.

Viu?

31. Brian Hagemann on Vicent Gallo:
“Quoting my good friend Jack Palance, I crap bigger than you.”

Valeu, Jack.

Como conseguir a garota segundo os filmes

Via Samurai LOL

30 Anos de Indiana Jones, ou Os Filmes Da Minha Infância

Esses dias comecei a participar de um meme sobre cinema, onde deveria, por 30 dias, citar um filme em alguma categoria específica. No terceiro dia de brincadeira me deparei com o seguinte desafio: Qual o meu filme favorito na infância? Achei que seria fácil.

Comecei querendo postar Os Goonies, mas percebi que este foi me cativando aos poucos, numa crescente até hoje e me fascinando mais ainda depois de adulto. Hoje gosto dele muito mais que a 20 anos atrás, por exemplo.

Então refleti sobre De Volta Para o Futuro, mas o efeito foi o mesmo. Vi 2 deles no cinema e não esqueço que no final do segundo já tinha o trailer do terceiro. Eu alucinei esperando a estreia. Mas só fui dar valor a série depois de adolescente (quando entendi enfim toda a confusão das viagens temporais).

Pensei sobre Curtndo a Vida Adoidado, que foi bem impactante também. Mas suspeito que eu gostava basicamente do terceiro ato do filme, o resto nem lembrava, até reassistir nas sessões da tarde da vida. Ainda hoje me interessa mais o final mesmo.

Quando lembrei de Exterminador do Futuro 2 tremi. Lembro de ter assistido no cinema em sua estreia e como eu absorvi cada frame de projeção maravilhado com os efeitos especiais, as cenas de ação, o carisma contagiante do Schwarza e ainda conseguiu passar uma mensagem arrepiante no final (O futuro desconhecido está no nosso caminho. Eu encaro ele, pela primeira vez, com alguma esperança. Porque se uma máquina, um Exterminador, pode aprender o valor de uma vida humana, talvez nós também possamos). Até hoje eu assisto umas 3 vezes por ano e não consigo gostar menos.

Decidi que seria esse. Com certeza seria esse. Ao procurar mídia para postar algo sobre ele me deparei com uma reportagem que fez mudar tudo: “Indiana Jones comemora 30 anos de seu lançamento”. Então, como em uma clássica reviravolta, o turning point final dessa empreitada, meu coração disparou como quando lembramos da sensação gostosa de ter estado apaixonado por tanto tempo e nunca ter sofrido por isso. Pelo contrário. O primeiro filme da série, Indiana Jones – Os Caçadores da Arca Perdida foi lançado no ano em que nasci. Claro que não o vi no cinema. Nem o segundo, de 1984, Indiana Jones e O Templo da Perdição. Mas para compensar eu aluguei esses dois filmes em VHS (legendados) tantas vezes quando criança que praticamente me ajudaram a aprender inglês e a ler. Quando lançou o terceiro, Indiana Jones e A Última Cruzada nos cinemas do Brasil, em 1989, foi uma loucura para mim. Lembro da minha empolgação pra assistir. Os dias não passavam. Eu não dormia direito. Tinha 8 anos de idade e um objetivo bem específico na vida: Assistir Indiana Jones no cinema. Lembro de ter chorado ao final da sequência inical, do jovem Indy no trem e nas cenas de reconciliação dele com o pai. Assisti de pé a sequência inteira onde o Indy perseguia canhões nazistas com seu cavalo e causa o terror para resgatar seu pai. A imagem final onde os heróis cavalgam contra o por do sol com a trilha sonora icônica enquanto subem os créditos parecem durar até hoje na minha retina. Eu queria ser arqueólogo por causa dele. Quando cresci um pouco e vi que arqueologia não é que nem nos filmes, então eu quis fazer filmes que mostrassem as coisas da forma mais emocionante possível. E até hoje quero (Steven Spielberg e George Lucas me levaram para o lado claro dos sonhos).

Esse sentimento de que um filme faz tanto parte da minha existência só pode ser chamado de amor. Claro que amei e amo outros filmes também. Mas só Indiana Jones durou por todas as fases da minha vida, desde que nasci, passando pela minha fantasia infantil, fome de aventura juvenil e razão da vida adulta, mas sempre sentindo um amor incondicional que alimenta minha alma e, ligando todas as fases da minha vida, faz sentir-me sempre jovem.

Tudo bem que tentaram estuprar a magia de Indy com um quarto e constrangedor filme. E tentam fazer um quinto pra sugar mais uns trocados e tentar rehonrar a franquia. Mas nada disso apaga o que se enraizou em mim.

Obrigado Steven, George e Harrison.

Pré-Estreia de “Sábado Que Vem”

Attack the Block!

Beirando os 30 anos de idade, é normal que eu me sinta nostálgico por uma época que não volta mais. Tenho saudades da sensação gostosa que alguns filmes juvenis oitentistas me traziam (e ainda trazem). Principalmente com o maior de todos, Os Goonies. Síntese perfeita de aventura juvenil, comédia, drama familiar, valores de amizade verdadeira, descoberta do amor, tudo disfarçado de rito de passagem para vida adulta.

Não tenho esperança que a obra-prima do gênero tenha uma sequência, prequel, spin off ou remake. E se tiver duvido que seja tão especial como o clássico.

Preocupa que ultimamente filmes juvenis estão perdendo espaço para filmes idiotizantes ou mega produções baseadas em livros mastigados.

Eis que chega, mais de 25 anos depois, um potencial sucessor desse legado:

ATTACK THE BLOCK

Ficção-científica sobre ameaçadores alieníginas que aportam num bairro ao sul de Londres, onde enfrentam resistência dos destemidos moradores locais: um grupo de adolescentes semi-marginais, que com inocência e coragem (proveniente da ignorância), partem para a briga com recursos escassos e criatividade juvenil. Ah sim, tem Nick Frost também. Um dos homens mais engraçados do mundo (confira aqui).

A minha glândula que responde emocionadamente a estímulos provenientes de filmes empolgantes vibrou com esperança ao ver o divertido trailer.

Que as próximas gerações sejam bem represantadas.

Amém.

Frase do Dia

“Eu acho que temos uma noção errada do que é um filme comercial, intelectual ou artístico porque todos os filmes são comerciais. Quando você vai ver um filme do Jean-Luc Godard, você paga o mesmo preço. E acredite, ele ganha muito mais dinheiro com seu pequeno filme que custou 1 milhão do que muita gente. Duas pessoas conversando numa cozinha por duas horas, em preto e branco, onde você diz ‘Oh! É tão artístico’. Na verdade é um filme muito comercial porque custou quase nada.” (Luc Besson)